A origem e a história da Língua Portuguesa
A Península Ibérica, onde ficam Portugal e Espanha, separada do resto da Europa pela cadeia dos Pirineus, estende-se em direção ao oceano Atlântico formando a parte mais ocidental da Europa. Por cerca de 10 mil anos, a região teve um importante papel no encontro de vários povos. Dessa forma, o povo português resultou de um antigo e demorado processo de miscigenação e de constantes aculturações. Entretanto, as várias culturas existentes na península foram reduzidas a um denominador comum a partir do domínio romano e de sua imposição cultural.
O latim, língua falada originalmente pelos latinos, um povo que habitava o Lácio (na região central da Itália) era a língua dos conquistadores que, ao longo dos séculos, foram dominando as cidades mais importantes da região e depois espalhando os seus domínios pela Europa, Ásia e África. A presença romana na Península Ibérica tem início em 219 a.C por questões estratégicas. Os romanos lá procuravam expulsar os cartigineses que tentavam chegar a Roma. Derrotados os cartagineses, os romanos dominaram a península impondo a sua cultura e sua língua. Esse período é conhecido como romanização da Península Ibérica.
A língua latina apresentava dois níveis: o latim literário (falado e escrito, empregado em textos literários, filosóficos e jurídicos) e o latim vulgar ou popular (língua apenas falada, utilizada pela massa da população, analfabeta na sua maioria. O latim vulgar era a língua utilizada por soldados, comerciantes e pela maioria das pessoas que se dirigiam aos territórios conquistados com a finalidade de colonizá-los. Esse latim se impôs aos povos vencidos.
A fragmentação do latim
Já no século I da era cristã, o latim era a língua comum a todos os povos da península, exceto na região onde se falava - e se fala até hoje - o basco. A mistura do latim com as línguas locais começou a provocar diferenciações da língua em cada região. Este é um dos fatores que explicam a fragmentação do latim, dando origem a línguas parecidas umas com as outras, mas diferentes entre si.
Entretanto não se pode desprezar a influência exercida pelas diversas línguas faladas na região antes do domínio romano sobre o latim vulgar. Assim é que o latim vai passando por uma fase de transição, modificado pelos falares regionais, dando origem a vários dialetos, que receberam a denominação genérica de romanço (do latim romanice, que significa "falar à maneira dos romanos". Assim, a língua falada em todo o império romano deu origem às línguas românicas ou neolatinas: italiano, provençal, francês, galego, romeno, espanhol e português.
Invasões
No século V, com as invasões bárbaras e a queda o Império Romano no Ocidente, intensifica-se o aparecimento desses vários dialetos. A presença dos invasores árabes na península, a partir do século VIII, dá continuidade ao longo processo evolutivo, contribuindo para a formação das línguas faladas na região. No caso particular da Península Ibérica várias línguas e dialetos se formaram, entre eles o catalão, castelhano e o galego-português - desse último, resulta a língua portuguesa.
O galego-português era um falar geograficamente limitado a toda a faixa ocidental da península, a Lusitânia, que corresponde aos atuais territórios da Galiza, que faz parte da Espanha, e de Portugal.A expulsão dos árabes no século XII, leva à criação do reino independente de Portugal. Coube então, a D. Diniz, rei de Portugal, proclamar o português, em 1279, como a língua oficial do país, abolindo o latim dos textos jurídicos e sociais. Porém, somente a partir do século XIV é que se pode falar na existência de uma língua portuguesa com características próprias. No mesmo século, surgiu a prosa literária em português. O livro que registrou primeiro essa língua foi o "Livro de Linhagens", de D. Pedro, rei de Portugal. Mas a primeira gramática portuguesa só surgiria em 1546, escrita por Fernão de Oliveira. Com a expansão marítima portuguesa, entre os séculos XV e XVI, o idioma se espalhou por várias regiões e recebeu influências locais.
O latim, língua falada originalmente pelos latinos, um povo que habitava o Lácio (na região central da Itália) era a língua dos conquistadores que, ao longo dos séculos, foram dominando as cidades mais importantes da região e depois espalhando os seus domínios pela Europa, Ásia e África. A presença romana na Península Ibérica tem início em 219 a.C por questões estratégicas. Os romanos lá procuravam expulsar os cartigineses que tentavam chegar a Roma. Derrotados os cartagineses, os romanos dominaram a península impondo a sua cultura e sua língua. Esse período é conhecido como romanização da Península Ibérica.
A língua latina apresentava dois níveis: o latim literário (falado e escrito, empregado em textos literários, filosóficos e jurídicos) e o latim vulgar ou popular (língua apenas falada, utilizada pela massa da população, analfabeta na sua maioria. O latim vulgar era a língua utilizada por soldados, comerciantes e pela maioria das pessoas que se dirigiam aos territórios conquistados com a finalidade de colonizá-los. Esse latim se impôs aos povos vencidos.
A fragmentação do latim
Já no século I da era cristã, o latim era a língua comum a todos os povos da península, exceto na região onde se falava - e se fala até hoje - o basco. A mistura do latim com as línguas locais começou a provocar diferenciações da língua em cada região. Este é um dos fatores que explicam a fragmentação do latim, dando origem a línguas parecidas umas com as outras, mas diferentes entre si.
Entretanto não se pode desprezar a influência exercida pelas diversas línguas faladas na região antes do domínio romano sobre o latim vulgar. Assim é que o latim vai passando por uma fase de transição, modificado pelos falares regionais, dando origem a vários dialetos, que receberam a denominação genérica de romanço (do latim romanice, que significa "falar à maneira dos romanos". Assim, a língua falada em todo o império romano deu origem às línguas românicas ou neolatinas: italiano, provençal, francês, galego, romeno, espanhol e português.
Invasões
No século V, com as invasões bárbaras e a queda o Império Romano no Ocidente, intensifica-se o aparecimento desses vários dialetos. A presença dos invasores árabes na península, a partir do século VIII, dá continuidade ao longo processo evolutivo, contribuindo para a formação das línguas faladas na região. No caso particular da Península Ibérica várias línguas e dialetos se formaram, entre eles o catalão, castelhano e o galego-português - desse último, resulta a língua portuguesa.
O galego-português era um falar geograficamente limitado a toda a faixa ocidental da península, a Lusitânia, que corresponde aos atuais territórios da Galiza, que faz parte da Espanha, e de Portugal.A expulsão dos árabes no século XII, leva à criação do reino independente de Portugal. Coube então, a D. Diniz, rei de Portugal, proclamar o português, em 1279, como a língua oficial do país, abolindo o latim dos textos jurídicos e sociais. Porém, somente a partir do século XIV é que se pode falar na existência de uma língua portuguesa com características próprias. No mesmo século, surgiu a prosa literária em português. O livro que registrou primeiro essa língua foi o "Livro de Linhagens", de D. Pedro, rei de Portugal. Mas a primeira gramática portuguesa só surgiria em 1546, escrita por Fernão de Oliveira. Com a expansão marítima portuguesa, entre os séculos XV e XVI, o idioma se espalhou por várias regiões e recebeu influências locais.
por Hamilton Freitas

6 Comments:
Nossa, Ficou muito bom! O gráfico está lindo e o texto de fácil leitura!
Hoje só passei para fazer um visitinha, mas vou adicionar a página aos meus favoritos para retornar aqui e dar uma estudadinha...
Ah, já ia esquecendo: Meus parabéns.
Oi querido adorei ta lindo mesmo vim aki te visitar rapidinho pq ja estava indo nanar mas adorei parabéns um belo trabalho amanhã volto pra ler com mais calma hj fiz uma leitura temática,ou seja rapida mesmo, mas ta show aki parabéns!! bjão
Cris
Olá, ficou muito bom!!!!
Parabéns!
Hamilton, achei muito interessante principalmente para o pessoal que está no Ensino Médio. Vou divulgar para que as filhas das minhas amigas entrem, pois tem informações em linguagem simples e objetiva.
Continua...
Beijos
Arlete
Olá, ficou muito bom!!!!
Parabéns!
Hamilton, achei muito interessante principalmente para o pessoal que está no Ensino Médio. Vou divulgar para que as filhas das minhas amigas entrem, pois tem informações em linguagem simples e objetiva.
Continua...
Beijos
Arlete
Olá, Hamilton.
De fato, ficou um belo de um projeto experimental. Diferente do que sempre se faz e capaz de auxiliar estudantes de diversas áreas.
Parabéns. Não perde este entusiasmo pela Literatura e a Comunicação.
Um abraço
Hamilton, é um ótimo trabalho fiquei com muita vontade de ler alguns livros só pela tua síntese...e como professora, embora não nessa área,acho uma excelente recomendação para alunos de ensino médio, e não só...
Parabéns, fico orgulhosa...grande beijo, grande abraço.
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